Artrose na Coluna

Na categoria Ortopedia

Artrose na coluna, também conhecida como espondiloartrose, é uma condição degenerativa na qual o paciente apresenta sintomas como dores nas costas e pescoço, rigidez articular e pode, inclusive, ficar com a mobilidade geral comprometida.

Diante disso, o diagnóstico e o tratamento da doença são fatores essenciais, que visam, principalmente, reduzir a progressão do quadro e as suas consequências.

O que é?

A artrose na coluna também é denominada espondiloartrose ou, ainda, osteoartrite da coluna. Ela é caracterizada por uma progressiva degeneração da cartilagem articular que pode ser decorrente de diferentes causas. Mas, dentre as principais, destaca-se o desgaste natural ocasionado durante o envelhecimento.

Em termos anatômico-fisiológicos o que acontece é que a cartilagem, responsável por amenizar atrito e impacto no espaço articular, é perdida gradualmente.

Consequentemente, inicia-se um processo inflamatório que, a longo prazo, contribui para o comprometimento de outros elementos como os ossos, os ligamentos e os músculos relacionados à articulação.

Em relação aos indivíduos com maior predisposição a desenvolver a artrose na coluna estão os idosos. Mas existem outros grupos que apresentam risco aumentado para a patologia. São os atletas e as pessoas que trabalham constantemente carregando peso ou exercendo sobrecarga excessiva sobre a região da coluna.

Porém, mesmo sendo mais recorrente nos perfis indicados acima, vale salientar que a espondiloartrose pode acometer quaisquer indivíduos, independente de idade e atividades desenvolvidas, afinal, sua etiologia é multifatorial.

Outra questão relevante é que embora a doença seja mais frequente na coluna cervical e lombar, ela pode surgir na torácica e sacral também. O motivo principal para a maior possibilidade de desenvolvimento nas duas primeiras áreas decorre da grande mobilidade que apresentam, o que favorece a degeneração da cartilagem.

Causas comuns

Dentre as causas mais comuns para a artrose na coluna destaca-se o processo degenerativo natural associado ao envelhecimento de todo o corpo humano. Portanto, a idade é um fator de risco significativo para o surgimento da doença.

Além dele, outros aspectos que devem ser levados em consideração porque predispõe à espondiloartrose são:

  • características genéticas;
  • sobrepeso e obesidade;
  • sedentarismo;
  • realização de exercícios físicos de maneira incorreta;
  • prática física em excesso;
  • má postura na execução de atividades do dia a dia;
  • traumas na coluna vertebral;
  • presença de doenças reumatológicas e/ou infecciosas.

Enfim, uma vez que são diversos os motivos, deve-se estar atento aos sintomas associados à artrose na coluna e buscar o diagnóstico clínico, pois sem tratamento ela torna-se crônica e debilitante.

Diagnóstico

Durante a consulta inicial, o médico realiza a anamnese associada ao exame físico. A partir disto, identifica os sintomas apresentados, o histórico clínico e os hábitos de vida do paciente.

Como a dor é um dos principais sintomas dessa patologia, são verificados os pontos nos quais ela ocorre, bem como sua intensidade e fatores agravantes e atenuantes, dentre outras características relacionadas.

Na sequência, o médico costuma pedir alguns exames de imagem, como raio-X, ressonância magnética e tomografia computadorizada, a fim de observar a situação anatômica da coluna vertebral e identificar em qual estágio a artrose se encontra.

Caso haja a suspeita de outras patologias associadas à espondiloartrose, o clínico pede também outros exames, em geral sanguíneos, que detectam marcadores biológicos para doenças reumatológicas ou infecciosas, por exemplo.

Uma vez que a artrose é diagnosticada, a etapa seguinte é a escolha do melhor tratamento para a situação específica do paciente.

Sintomas

De maneira geral, os sintomas principais da artrose na coluna são dor, rigidez articular e perda gradual da mobilidade na região acometida e suas proximidades.

Por exemplo, no caso de uma artrose lombar, é comum que além da coluna, os quadris, as pernas e até mesmo os pés sejam comprometidos. Já no caso da artrose cervical, pescoço, ombros, costas e braços podem ser afetados além da própria região das vértebras cervicais.

Porém, os sintomas podem ser mais detalhados, conforme fazemos na sequência:

  • sensação de dormência na região da coluna e partes anatômicas associadas a ela; 
  • irradiação da dor para áreas adjacentes;
  • aumento da dor com a realização de movimento;
  • aumento da rigidez articular com o repouso prolongado;
  • estalos quando há movimentação da articulação;
  • dureza articular.

Em relação ao último elemento citado, ele ocorre quando há a formação de bicos de papagaio nos ossos da articulação acometida. Ou seja, o organismo ao se adaptar ao processo inflamatório gera novas formações ósseas, os osteófitos que conferem dureza à área.

Citamos ainda mais um exemplo de patologia que pode surgir devido a danos nos elementos relacionados à articulação: a hérnia de disco. Assim como os ossos podem ser afetados, os discos intervertebrais também podem. 

Nessas situações, há, diversas vezes, um agravamento do quadro doloroso, pois tanto os osteófitos como os discos intervertebrais modificados acabam comprimindo nervos e desencadeando neuralgias.

Diante da variedade de sintomas, portanto, é preciso prestar atenção ao que acontece no corpo e detalhar o máximo possível durante a consulta para a obtenção do diagnóstico.

Tratamento

Além disso, destacamos que para evitar o sobrepeso e o excesso de carga sobre a coluna vertebral, prevenindo o surgimento ou a evolução da artrose na coluna, recomenda-se uma dieta balanceada e rica Os tratamentos indicados para a artrose na coluna têm como objetivo minimizar as dores e limitar a progressão da doença. Porém, não é possível curar uma espondiloartrose. O ideal, portanto, é prevenir ao máximo o seu surgimento, bem como a sua evolução.

Uma abordagem multidisciplinar é a mais adequada e compõem-se, normalmente, de intervenção clínica, farmacológica e fisioterapêutica, no mínimo.

Em relação aos medicamentos mais frequentemente utilizados, citamos os anti-inflamatórios não esteroidais, os analgésicos e os anestésicos injetáveis. O objetivo, com o uso dos mesmos é reduzir a inflamação e a dor.

Já a fisioterapia é a responsável por, além de minimizar o quadro doloroso, reduzir espasmos, promover o fortalecimento muscular e minimizar a rigidez na articulação.

Como resultados aumenta-se a mobilidade geral e promove-se um realinhamento postural, muitas vezes perdido por causa dos danos ocasionados ao longo da inflamação e degeneração.   

Vale salientar que embora não seja o método de escolha mais recorrente, em algumas situações pode ser necessária a cirurgia. Porém, apenas quando a osteoartrite já evoluiu bastante e ocasionou deformações articulares e comprometimento de nervos, limitando gravemente a funcionalidade do paciente. 

Finalmente, ressaltamos que a prática de exercícios físicos é frequentemente indicada aos pacientes com espondiloartrose, principalmente as que envolvem pouco impacto como natação, hidroginástica e musculação. Assim como tratamentos alternativos como acupuntura, pilates, yoga, etc. promovem relaxamento e aumento do bem estar.

em nutrientes como outra uma estratégia para manter uma vida mais saudável.

1 Comente

Deixe o seu comentário.

Deixe o seu comentário