Milhares de mulheres são devastadas por dores crônicas. Muitas são mantidas sob regimes farmacêuticos a base de opioides que oferecem ínfimo alívio — deixando algumas viciadas. Mas será que a cura do corpo poderia começar com o tratamento da mente?
Mesmo que haja dúzias de doenças que causam dores crônicas, para seis das mais comuns, estas terapias que tratam a mente antes podem ajudar. Veja:

1- FIBROMIALGIA: Lady Gaga revelou sua luta contra essa doença em seu documentário Five Foot Two. Como Gaga, 4 milhões de pessoas (a maioria de mulheres) vivencia dores e mazelas por todo o corpo, fatiga extrema, e problemas cognitivos. (A causa é desconhecida, mas suspeita-se de genética, inflamações, problemas no sistema nervoso.)
Um novo estudo descobriu que pacientes que compartilhavam suas experiências emocionais com a fibro apresentavam menos dor e depressão, e melhor função global que aqueles sob terapia comportamental cognitiva tradicional. A Terapia Psicodinâmica, que analisa como os pensamentos inconscientes e os sentimentos influenciam o paciente, podem ajudar. Encontre um terapeuta capacitado em apsa.org.

2- DOR PÉLVICA CRÔNICA: É o termo genérico para qualquer dor pélvica não relacionada ao ciclo menstrual (como endometriose ou dor durante o sexo) com duração de seis meses ou mais. A DPC afeta algo entre 6 e 27% das mulheres. Um estudo mostrou que 20 minutos de meditação “Atenção Plena” por dia, reduz a dor dos pacientes de modo significativo.

3-SINDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL: Duas vezes mais provável de acometer mulheres do que homens, a doença impacta até 15% das pessoas. Descobriu-se que a Atenção Plena (respiração profunda, meditação) ajuda os pacientes a evitar catastrofização de seu estado.

4- DOR LOMBAR:
Cerca de 80% das pessoas experienciam dor lombar aguda em algum momento (por exemplo: por carregar peso, fazer exercícios demais), e para 20% das pessoas, a dor se torna crônica. A American College of Physicians publicou há pouco tempo novas diretrizes que aconselham a prática de yoga e relaxação muscular progressiva em vez opioides com potencial viciante.
Caso o uso de drogas seja necessário, a recomendação é que se prescreva anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e relaxantes musculares. Opiáceos só devem ser usados em raras circunstâncias.

5- DORES DE CABEÇA: As mulheres têm mais chances que os homens de sofrer dores de cabeça e enxaquecas mais intensas, duradouras e destruidoras. Em um estudo, pacientes com dores de cabeça passaram por menos dor e depressão depois de três semanas sendo tratados em um programa interdisciplinar de reabilitação da dor.

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